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Por
ordem real, com o objetivo de transportar o ouro de minas de Itajubá
(MG), em 1720, foi aberto um caminho por Gaspar Vaz, que saía desde
o Vale do Rio Sapucaí até Pindamonhangaba (SP). Apesar de o caminho
Ter sido fechado, Gaspar Vaz estabeleceu-se na região, transformando-a
em importante centro comercial de gado. Em 1771, Inácio Caetano Vieira
De Carvalho, também atraído pelos encantos da região, resolver aqui
se estabelecer. Em 27 de Setembro de 1790, por meio de carta do Governados
da Capitania de São Paulo, obteve sesmaria. Após 1825, a gleba foi
vendida ao Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão, ficando, o lugar que
era denominado "Os Campos", conhecido como "Os Campos do Jordão".
Em 1874, as terras foram adquiridas por Matheus da Costa Pinto, que
fundou o povoado de São Matheus do Imbiri, atual Vila Jaguaribe, justa
homenagem ao Dr. Domingos Nogueira Jaguaribe, que introduziu importantes
melhoramentos no povoado, hoje marco da fundação de nossa cidade.
No início deste século, devido ao clima com alto nível de oxigênio,
aliado a baixas temperaturas, a região passou a ser referência no
tratamento de tuberculose, criando , a partir de então, diversos sanatórios.
A cidade, nesta época, passou a atrair médicos e pacientes de todo
o País, muitos deles políticos influentes e grandes empresários. Em
razão de longos períodos de tratamento que a doença exigia, muitos
fixaram residência e trabalho na cidade, colaborando com o desenvolvimento
da região.
Pela Lei nº 2.140 de 01/10/1926, Campos do Jordão transformou-se em
Estância Hidromineral. Em 1938, o então interventor federal Adhemar
de Barros, encantado com a paradisíaca natureza local, decidiu construir,
além de sua casa de campo, uma sede de veraneio do Governo do Estado,
em Campos do Jordão. Depois de levantadas as paredes e coberto o "Castelo",
como era chamado pelo povo, permaneceu o prédio fechado por 26 anos.
A construção só foi concluída em 1964. Nesse mesmo ano, era inaugurado
o Palácio da Boa Vista, contando com a presença do Presidente da República,
Marechal Humberto de Alencar Branco, anfitrionado pelo Governador
Adhemar de Barros.
No período de 1967 a 1971, o Palácio Boa Vista foi muito explorado
em eventos culturais, principalmente em exposições de artes plásticas
brasileiras da época pré-modernista e da fase compreendida entre 1913
(ano da primeira exposição de Lasar Segall) e 1950, quando a Pinacoteca
do Estado começou a adquirir obras de artistas modernos, o que significou
a admissão oficial da arte contemporânea em nosso País. Nessa época
o palácio torna-se Museu e Monumento Público, sem, entretanto, perder
suas funções de veraneio.
Em 1969, o então governador Abreu Sodré, por solicitação de seu Secretário
da Fazenda, Luiz Arrobas Martins, cedeu espaço no saguão interno do
palácio para apresentações de música erudita. No ano seguinte, foi
criada uma Comissão Organizadora dos Concertos de Inverno de Campos
do Jordão, com a pretensão de promover na cidade programas idênticos
aos grandes centros turísticos da Europa e Estados Unidos. Devido
ao sucesso desses eventos culturais, que passaram a ser freqüentes,
os espetáculos exigiam a criação de um espaço mais amplo e independente
para abrigar um número cada vez maior de expectadores. Em 1979 foi
inaugurado o Auditório Campos do Jordão, mais tarde denominado Auditório
Cláudio Santoro.O complexo é dotado de 900 confortáveis poltronas
numeradas, modernos sistemas de calefação, iluminação e acústica,
além de um palco com capacidade para apresentação de grandes orquestras.
Em 1998, a Secretaria de Estado da Cultura, que administra o auditório,
construiu uma concha acústica para apresentações ao ar livre de música
popular. O festival é considerado atualmente um dos mais respeitados
concertos de música erudita e de câmara de toda a América Latina.
Por ter característica climáticas e paisagísticas semelhantes a de
várias regiões da Europa, Campos do Jordão passou a receber construções
com arquitetura típica dos alpes suíços, espalhadas por praticamente
todo o seu território. Não é à toa que Campos do Jordão foi batizada
carinhosamente de "Suíça Brasileira". |